Histórico

A maior metrópole do Hemisfério Sul, a mais populosa, polo econômico e industrial, cidade mais influente e importante do país, a capital do estado de São Paulo é palco de eventos culturais, esportivos e gastronômicos de expressão nacional e internacional. O turismo de negócios merece destaque especial e os inúmeros museus, parques, restaurantes e casas de espetáculo são frequentados por visitantes do mundo todo, o ano inteiro.

O Aeroporto de Congonhas, uma das principais portas de entrada da cidade, de arquitetura inspirada no estilo art déco. obra de Ernani do Val Penteado e Raymond A. Jehlen tem seu prédio tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – Conpresp.

Além da edificação, dezenas de elementos internos são tombados pelo Conpresp ( mobiliário; elementos de composição arquitetônica  tais como revestimentos, portas, forros; obras artísticas e até um hangar fazem parte do processo de tombamento ).

O chão quadriculado em preto e branco, o terraço, o salão de festas, imagens que habitam a memória do paulistano, se confundem com a atualidade, a alta tecnologia e a pressa dos nossos dias. Pelos espaços, obras de arte sobrevivem ao tempo, numa mostra clara de convivência harmônica entre o antigo e o novo. Da década de 1950, um busto de Santos Dumont exposto na entrada principal do aeroporto foi concebido por Victor Brecheret. Ernani do Val Penteado e Raymond A. Jehlen são os autores dos painéis em mosaico, ao lado da escada e no saguão central, enquanto, no Pavilhão das Autoridades, um mural de Di Cavalcanti e Clóvis Graciano contrasta com as pinturas nos espelhos feitas pelo arquiteto francês Jacques Monet. Já dos dias atuais, um painel do artista plástico Eduardo Kobra, retrata a antiga fachada do aeroporto e relembra a cena das visitas feitas ao local pelos paulistanos para observar os aviões decolando.

 

1930

  • 1935

    Um estudo técnico foi realizado pelo Governo de São Paulo, em 1935, para a escolha do melhor local para a construção do novo aeroporto. A região de Congonhas foi escolhida por suas condições naturais de visibilidade e de drenagem, longe das áreas de enchente do Rio Tiete.

  • 1936

    Com destino à cidade do Rio de Janeiro partiu de São Paulo um aeroplano, em 1936, do Campo da Vasp, como era conhecido o aeródromo, e a cidade ganhou um novo aeroporto na região da Vila Congonhas, distrito de Campo Belo. O nome Aeroporto de Congonhas foi uma homenagem ao Visconde de Congonhas do Campo, Lucas Antônio Monteiro de Barros, primeiro governante da Província de São Paulo após a Independência do Brasil.

     

1940

  • 1940

    Mais tarde o Governo do Estado de São Paulo incorporou áreas complementares através de desapropriações e, em 1940, estabeleceu que todas as atividades exercidas no novo aeroporto seriam dirigidas por um administrador nomeado pelo Governo.

     

    No final dos anos 1940 foi iniciada a obra das três pistas previstas no novo projeto do aeroporto, mas apenas a pista principal foi concluída. Estudos técnicos mostraram ser essa pista suficiente para atender às especificações aeroportuárias norte-americanas da então Civil Aviation Authority – CAA.

1950

  • 1954

    Em 1954 foi inaugurado o Pavilhão de Autoridades, para embarque e desembarque de governantes. Este pavilhão conserva até hoje vários elementos artísticos, como um painel dos artistas Di Cavalcanti e Clóvis Graciano.

     

  • 1957

    Desde 1957, o Aeroporto Internacional de São Paulo – Congonhas já era o terceiro aeroporto do mundo em volume de carga aérea. Por isso, nessa época começaram os estudos para a implantação de um novo aeroporto em São Paulo e alterações no terminal de passageiros de Congonhas. Desses estudos surgiu o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, e foi iniciada a ampliação da Ala Norte do aeroporto paulistano, para abrigar o embarque e o desembarque internacional, e a reforma da pista principal.

  • 1959

    A ampliação do Aeroporto de Congonhas desenvolvida pelo escritório do arquiteto Jacques Pilon, foi concluída em 1959.

1960

  • 1968

    Em 1968, com a finalidade de dar diretrizes para a implantação da nova infraestrutura aeroportuária para a aviação comercial, foi criada a Comissão Coordenadora do Projeto Aeroporto Internacional – CCPAI, pelo Ministério da Aeronáutica. Isso viabilizou a promoção de várias melhorias, como a troca de piso em granilite da ala internacional por quadrados em placa de granito preto e mármore branco. Esse piso, existente até hoje, incorporou-se ao prédio de tal forma que ficou na memória da população, tornando-se a identidade visual do aeroporto.

1970

  • 1970

    Em Congonhas, em 1970, eram realizadas 350 operações de voos diariamente, envolvendo 1.500 carros no pátio, 12.000 passageiros e 25.000 acompanhantes. O resultado era um total congestionamento, que exigiu novas ampliações. Nessa época, um salão com vista para a pista de embarque e desembarque dos aviões era palco de inúmeras festas de formatura, casamento e bodas.

     

    No início da década uma grande obra de ampliação na ala internacional do terminal de passageiros foi realizada para abrigar o novo portão de embarque e a liberação de bagagem.

     

  • 1977

    Em 1977, foi iniciada a construção do edifício de desembarque de bagagens da ala nacional, como complemento do prédio da ponte aérea.

1980

  • 1981

    Até 1981 o aeroporto foi administrado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo – DAESP. Desde então a Infraero assumiu seu comando e, em 1982, realizou reformas e construiu o terminal rodoviário para atender ao embarque de passageiros para o Aeroporto de Cumbica, via ônibus. As reformas deram novos contornos à edificação, aumentando o espaço físico e proporcionando maior conforto e segurança aos usuários.

  • 1986

    Com a construção do Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos, em 1986, e a transferência dos voos comerciais internacionais para o novo aeroporto, Congonhas passou a receber apenas voos internacionais da aviação executiva.

1990

  • 1990

    A partir da década de 1990, Congonhas tornou-se o aeroporto mais movimentado do país. Desde então, o fluxo de passageiros e aeronaves cresceu sistematicamente, o que tornou necessário reformá-lo para atender ao aumento da demanda.

  • 1993

    Em 1993 a Infraero executou um projeto de programação visual, que incluiu a colocação de painéis informativos, nos quais aparecem as testeiras nos balcões.

2000

  • 2000

    A Infraero iniciou as obras do edifício-garagem, em 2000, com a participação do poder público municipal, que foi inaugurado em 2005, com 60 mil m2 e cinco pavimentos.

     

    Outro projeto importante executado pela Infraero foi à adequação e a reforma do terminal de passageiros. Foi construído um conector acoplado ao terminal com 12 pontes para atender às novas áreas de embarque e desembarque. Com ele, o aeroporto de Congonhas foi adaptado aos níveis de conforto e funcionalidade exigidos pelo fluxo atual da ordem de 16 milhões de passageiros anuais. Além disso, as salas de embarque, no mezanino, são servidas por escadas rolantes, elevadores, banheiros, áreas comerciais e salas VIP's. No térreo foi instalada uma grande sala de embarque remoto e uma interligação do desembarque com a sala de bagagens e o prédio histórico.

  • 2008

    Em 2008, por determinação da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, o aeroporto passou a se chamar Aeroporto de São Paulo – Congonhas.

2010

  • 2015

    Em 2015, Congonhas recebeu em média 585 movimentações diárias, entre pousos e decolagens, e mais de 19,1 milhões de passageiros, interligando São Paulo a 33 localidades. 

  • 2016

    Em 2016, Congonhas recebeu em média 582 movimentações diárias, entre pousos e decolagens, e mais de 20,7 milhões de passageiros, interligando São Paulo a 35 localidades.