Histórico

Cartão postal do Brasil, o Rio de Janeiro recebe turistas, empresários e visitantes das mais diferentes cidades do país e do exterior. A localização privilegiada, no coração da cidade, atrai ao Aeroporto do Rio de Janeiro – Santos Dumont principalmente homens e mulheres de negócios que necessitam de agilidade em seu deslocamento pela Cidade Maravilhosa.

Idealizado pelo urbanista francês Alfred Agache na época em que o Rio de Janeiro era a capital federal do Brasil, o primeiro aeroporto civil do país, precisava atender a demanda de passageiros que crescia continuamente. Optou-se então por aproveitar uma área na Ponta do Calabouço, no centro da cidade, que ganhou projeto arquitetônico dos irmãos Marcelo e Milton Roberto.

A construção, com seu duplo saguão foi um marco da arquitetura moderna brasileira, onde se destacam os painéis de Cadmo Fausto, retratando o sonho mitológico de Ícaro realizado por Alberto Santos Dumont com o 14-Bis e a aviação moderna. Merece ser visto ainda o busto de Alberto Santos Dumont, uma escultura do artista plástico francês Hugues Desmazieres.

1930

  • 1930

    As obras começaram em 1934, em terreno cedido pela Prefeitura do Distrito Federal ao Ministério da Viação e Obras Públicas, situada na Ponta do Calabouço. A primeira parte dos trabalhos constituiu-se basicamente da ampliação do aterro em mais 370 mil m².

    O projeto exigiu a construção de uma muralha de contenção e o lançamento de mais de 2,7 milhões de m³ de areia ao mar.

    Curiosidade – As primeiras tentativas de voo regular no aeroporto do Rio de Janeiro foram frustradas. A Vasp inaugurou o serviço com aviões Junkers 52 ligando o Rio a São Paulo, mas infelizmente as duas aeronaves se acidentaram. A primeira quase caiu ao mar e a segunda, ao pousar, colidiu com carroças usadas na movimentação de terra na provisória pista de Congonhas.

    Os dois incidentes acabaram por adiar a inauguração que ocorreu em 30 de novembro de 1936, passando de Aeródromo do Calabouço para Aeroporto Santos Dumont.

    O projeto do jardim localizado em frente ao aeroporto, na Praça Salgado Filho, é uma criação do renomado paisagista Burle Marx, datada de 1938.

1940

  • 1940

    O prédio do Aeroporto Santos Dumont, projetado pelo escritório dos irmãos Marcelo e Milton Roberto, quando ganharam um concurso nacional, foi inaugurado em 1945 pelo presidente Getúlio Vargas.

1950

  • 1950

    As pistas necessitavam de mudanças urgentes para acompanhar o tamanho dos aviões. Em 1958 aconteceu a ampliação do sítio aeroportuário e a pista principal passou a 1.323 metros. No mesmo ano ocorreu a inauguração da pista auxiliar com 1.260 metros.

    Curiosidade– A Ponte Aérea, mais conhecida como Ponte Aérea Rio- São Paulo, criada em 5 de julho de 1959, era um acordo firmado entre companhias aéreas brasileiras que ofereciam várias viagens entre os aeroportos Santos Dumont e Congonhas, em São Paulo. Este acordo de excelência entre as companhias do pool da Ponte Aérea inspirou outras rotas no mesmo modelo de gestão, onde qualquer bilhete valia em qualquer companhia. O exemplo serviu até para a criação das rotas internacionais Paris-Londres, Washington-New York e New York-Boston.

1980

  • 1980

    Primeiro aeroporto civil do país, o Aeroporto Santos-Dumont é administrado pela Infraero desde 1987. Foi administrado anteriormente pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) e posteriormente pela Aeroportos do Rio de Janeiro Sociedade Anônima (ARSA).

1990

  • 1990

    Em 1998 o prédio original do Aeroporto Santos Dumont é tombado pelo Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural (INEPAC).

2000

  • 2000

    Com design moderno e arrojado, um novo terminal de embarque foi inaugurado em 19 de maio de 2007. O projeto, idealizado por Sérgio Jardim, mostra a preocupação do arquiteto em preservar a simetria do antigo em harmonia com o novo terminal. A sala de embarque, de material verde transparente, permite uma visão total da Baía de Guanabara, Pão de Açúcar e da Ponte Rio-Niterói.

2010

  • 2010

    Várias reformas foram realizadas no início dos anos 2010. Ente elas uma reorganização das salas de embarque, onde foram removidas as divisórias que as separavam do desembarque. Foi feita também a realocação das longarinas, o que resultou em um acréscimo na quantidade total de assentos e ainda uma ampliação de área na sala de embarque remoto.