Histórico

Muito procurada por suas belezas naturais, fauna, flora, frutas exóticas e sua culinária original e única, Belém possui várias opções de transporte fluvial que interliga a cidade a outros estados e municípios. Mas são os aeroportos da região amazônica que têm papel fundamental na integração nacional, aproximando pessoas de lugares onde o acesso é bastante difícil ou quase inexistente. O crescente turismo regional eleva ainda mais a procura pelo Aeroporto Internacional de Belém – Val-de-Cans – Júlio Cezar Ribeiro que apresenta uma arquitetura futurista projetada para aproveitar a iluminação natural de Belém do Pará. Possui um espelho d’água com fonte capaz de imitar o barulho das chuvas e é decorado com plantas típicas da Amazônia.

1930

  • 1930

    Muitas são as versões sobre o nome Val-de- Cans. Segundo o escritor Olavo Guimarães Freire, a designação do tradicional bairro de Belém é uma alusão ao nome de um antigo povoado habitado por negros alforriados ou foragidos de quilombos, quase todos idosos e de cabelos brancos. Há registros também de que em 1895, uma comitiva do então governador Lauro Sodré navegou de Belém à Vila de Pinheiro, hoje bairro de Icoaraci, em uma gaiola, e avistou uma multidão de negros – quase todos de cabelos brancos –, assistindo a passagem da comitiva fluvial. Admirado, o governador exclamou: - "Isto é um verdadeiro Val-de- Cans!". Em latim, em tradução livre, seria um vale de pessoas idosas, de cabelos brancos. A expressão acabou por batizar o local.

  • 1930

    Em 1934 o diretor da Aviação Militar do Exército Brasileiro, general Eurico Gaspar Dutra, designou o tenente Armando Serra de Menezes para escolher, no espaço da fazenda Val-de- Cans, um local apropriado para construção do aeroporto de Belém.

    O terreno foi desapropriado e as obras do aeroporto ficaram a cargo da Diretoria de Aeronáutica Civil, órgão do Ministério de Aviação e Secretaria de Obras Públicas. Na fazenda foi construída uma pista de terra, com 1.200 metros de comprimento, um pátio de estacionamento de aeronaves e um hangar de concreto destinado à aviação militar que ficou conhecido como "Hangar Amarelo" devido a sua cor.

    Com o início da Segunda Guerra Mundial em 1939, a base aérea de Val-de- Cans passou a ser rota vital e estratégica para novos aviões militares que saiam das fábricas do Canadá e dos Estados Unidos e eram transladados para o norte da África e Europa.

1940

  • 1940

    Curiosidade – Foi de Val-de- Cans, nos anos 1940, que as fortalezas voadoras B-17, B-19, B-24 e B-25 levantaram voo e fizeram escala em Natal antes de bombardear a cidade senegalesa de Dakar, prenunciando o histórico Dia D, na Normandia.

    Curiosidade – Foi de Val-de- Cans, nos anos 1940, que as fortalezas Em 1944 nascia a Base Aérea de Belém localizada ao lado do aeroporto. Nesta mesma época as empresas aéreas Panair do Brasil, Pan American, Cruzeiro do Sul e NAB (Navegação Aérea Brasileira) iniciaram suas atividades no aeroporto construindo estações de passageiros independentes e isoladas umas das outras. B-17, B-19, B-24 e B-25 levantaram voo e fizeram escala em Natal antes de bombardear a cidade senegalesa de Dakar, prenunciando o histórico Dia D, na Normandia.

1960

  • 1960

    Com o fim da Panair do Brasil, em 1964, passaram a operar neste aeroporto as empresas Cruzeiro do Sul e Paraense, com aeronaves DC-3.

1970

  • 1974

    A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária foi criada pela Lei n.º 5.862, em 12.12.72, com a atribuição de implantar, administrar, operar e explorar industrial e comercialmente aeroportos. Em cumprimento a Lei 5.862 de 12.12.72, o Ministério da Aeronáutica transferiu em 07.01.74 para a jurisdição da INFRAERO o Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans), tendo como primeiro Administrador  o Sr. Francisco de Assis Lopes.

1980

  • 1980

    No final da década de 80, a Infraero iniciou estudos para ampliação e modernização do Aeroporto Internacional de Belém. A parceria Infraero e Governo do Estado garantiu para a população um novo Complexo Aeroportuário, precisando se integrar ao espaço urbano da cidade onde está inserido, assim como, deverá interagir com outros modais de transporte, atuando como Centro de Negócios, capaz de oferecer serviços e comércio abrangente,  Aeroshopping e  Aeroporto Indústria. Primando pela melhoria contínua na prestação de seus serviços, atenta às inovações e necessidades dos usuários e parceiros dos aeroportos que administra

    Obras / Inauguração

    A Infraero em parceria com o Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria Especial de Infra-estrutura e  a Secretaria de Transportes, firmaram convênio em 02.10.1995. A obra orçada em R$ 78.364.631,21, sendo R$ 49.765.524,69, recursos da Infraero e o restante, R$ 28.599.106,52, equivalente a 36,49% do montante, do Governo do Estado. A obra foi dividida em duas etapas, conforme segue: 

    1ª Etapa

    Com 19.599,70m2, que corresponde o dobro do antigo TPS (Terminal de Passageiros).

    A construtora EIT – Empresa Industrial Técnica S/A, responsável pela execução da obra, começou em 12.06.1997 e entregou a primeira etapa em 08.10.99, seu custo foi de R$ 46.234.615,00.

    2ª Etapa

    Com 13.655,47 m2, continuou sob a responsabilidade da mesma construtora e teve início em 21.08.2000, seu custo foi de R$ 32.130.016,21 e teve sua entrega, com inauguração, em 12.10.2001.

2010

  • 2013

    Em 24 de janeiro de 2013, o aeroporto internacional de Belém/Val-de-Cans/Júlio Cezar Ribeiro completa 54 anos. Com 33.255,17m2, distribuídos em dois pavimentos climatizados, seis pontes de embarque e desembarque climatizadas, dois elevadores panorâmicos e seis convencionais, seis escadas-rolantes, 30 balcões de check-in informatizados, duas esteiras receptoras e quatro de restituição de bagagens, além de sistema de climatização com central de água gelada, subestação de energia elétrica, central de energia de emergência, sistema eletrônico informativo de vôo, circuito fechado de televisão, sistema de alarme contra incêndio, sonorização ambiental, sistema de raio-x para inspeção de bagagens, 06 ônibus para embarque e desembarque de passageiros em área remotas, ambulâncias e serviços médicos para passageiros e tripulantes.

    O aeroporto dispõe de restaurantes modernos, lanchonetes, Sorveteria, free-shop, sala VIP, cooperativa de táxi, lojas de câmbio, correio, auto atendimento bancário,  lojas de artesanatos, vestuários, perfumaria, perfazendo um total de 107 pontos  comerciais, além de serviços em operação durante 24 horas.