As operações aéreas nos aeroportos da rede Infraero estão acontecendo normalmente, sem interrupção na prestação de serviço aeroportuário.
Orientamos aos passageiros que somente se dirijam aos aeroportos as pessoas que forem viajar.
30/05/2020

Aeroporto de Guarujá será gerido pela Infraero

A Infraero vai assumir a gestão do Aeroporto Civil Metropolitano do Guarujá (SP), localizado na Baixada Santista. Pelos próximos 12 meses, a empresa será responsável pela gestão aeroportuária e operacional das instalações, com o objetivo de adequá-las para o recebimento de voos comerciais regulares. O contrato foi assinado neste sábado (30/5) pelo prefeito de Guarujá, Valter Suman; e pelo superintendente do Aeroporto de Congonhas, João Márcio Jordão, que representou o superintente de Negócios da Infraero, Francisco Nunes, que acompanhou o ato de Brasília junto com o diretor de Finanças e Novos Negócios, Thiago Pedroso; além de outros gestores da empresa.

Os trabalhos iniciais da Infraero começarão pela análise de estruturas como pista de pouso e decolagem, pátio de aeronaves, terminal de passageiros, entre outras, para a realização de investimentos e melhorias exigidos pelas normas da aviação civil. Outra ação a ser realizada, será a elaboração e revisão de documentações técnicas exigidas pelas autoridades aeronáuticas brasileiras.

Com essas ações, a Infraero providenciará a homologação e cadastro do aeroporto como aeródromo civil público para que ele possa aprimorar seu perfil para atendimento de demanda, além de ter condições de pleitear recursos federais para investimento. “Assim, a Infraero poderá oferecer um serviço mais aprimorado para aviação geral e, gradativamente, os ajustes e melhorias possibilitarão futuras operações de voos comerciais regulares ligando Guarujá a outras regiões do País ”, explica o superintendente de Negócios da Infraero, Francisco Nunes.

A volta de empresas aéreas, por sua vez, poderá ocorrer na segunda fase do contrato, quando a Infraero deverá viabilizar a certificação operacional do aeroporto para aeronaves comerciais regulares de menor porte, como o ATR-72. “Em seguida, com o amadurecimento das atividades e da demanda, teremos a terceira etapa, que contempla os planejamentos de melhorias na infraestrutura para aperfeiçoar a certificação do aeroporto para receber aeronaves maiores, como o Airbus A320, Boeing 737-700 e Embraer E-195. Com isso, poderá haver um maior desenvolvimento da integração de modais para passageiros e cargas”, avalia Francisco.

Além desses trabalhos, a Infraero também ficará responsável por outros serviços importantes do aeroporto, como vigilância (patrimonial, controle de acesso e predial); proteção da aviação civil; limpeza e conservação de áreas comuns; manutenção das edificações e áreas operacionais; além de assumir despesas de água, luz e telefonia necessárias ao funcionamento do aeródromo.

Exploração comercial
Entre as atividades previstas no contrato entre a Infraero e o Município de Guarujá está a exploração comercial das atividades relacionadas ao aeroporto. Para isso, a Infraero usará sua expertise para prospectar negócios para o terminal e suas áreas externas. “A expertise de uma rede de aeroportos bastante diversificada como a da Infraero será aplicada em Guarujá. Assim, haverá a prospecção de empreendimentos que, saindo do papel, poderão contribuir para uma retomada da economia e, consequentemente, para a arrecadação municipal”, afirma o superintendente de Negócios Comerciais em Aeroportos da Infraero, Bruno Basseto.

Dados sócioeconômicos
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Região Metropolitana da Baixada Santista, composta por nove munícipios (Guarujá, Santos, Bertioga, Cubatão, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande e São Vicente), reúne uma população estimada de 1,86 milhão de habitantes, o que equivale a cerca de 4% da população estimada do estado de São Paulo. Além disso, o aeroporto está na a região do Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina e responsável por quase um terço das trocas comerciais brasileiras, que segundo a Santos Port Authority (SPA), gera cerca de 33 mil empregos para a Baixada Santista, além de ter uma área de influência na economia que envolve 17 estados e o Distrito Federal.


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